O que é conflito?

Do instante em que um ou mais envolvidos em uma relação passam a acreditar que o que dizem será inútil para resolver o seu problema, ou, pior, pode ser usado contra ele(s), a comunicação deixa de acontecer, dando lugar a uma sequência de monólogos. A palavra passa a ser, consciente ou inconscientemente, uma “arma de guerra”. Obviamente, esses comportamentos tendem a acumular mais problemas, em vez de resolvê-los. Quanto mais acuadas as pessoas se sentem nesses cenários, menos conscientes são de seu melhor potencial de resolver os problemas que realmente lhes afligem.
Toda a dor, o desperdício e as perdas geradas pelo fenômeno do conflito poderiam ser evitados ou minimizados, se o conflito fosse cuidado o quanto antes. Como qualquer tratamento, o ideal é que seja o menos invasivo possível. O método adequado de resolução de conflitos dependerá da fase e da complexidade em que se apresente.
Exemplos de relações frequentemente conflituosas, que podem ser tratadas com melhores resultados pelas técnicas de mediação de conflitos:

  • Casais – divórcio: alimentos, partilha de bens e convivência com filhos
  • Famílias – sucessão ou planejamento sucessório
  • Condomínio – gestão financeira e de comportamentos
  • Sociedades empresariais – relação entre sócios que desejem permanecer trabalhando juntos ou que precisem se separar, sobretudo quando a relação interpessoal precisa continuar, como nas empresas familiares
  • Ambiente organizacional de qualquer espaço de trabalho – conflitos entre equipes ou intraequipes, muitas vezes por metas incompatíveis.

Estes cenários podem gerar inúmeros desafios a:

  • Governança Corporativa
  • Relações Trabalhistas, inclusive em negociações sindicais
  • Relações com consumidores, baseadas em contratos de adesão
  • Contratos com fornecedores, parceiros, clientes etc.
  • Relações não contratuais, como as da empresa com comunidades de seu entorno, especialmente em atividades com forte impacto socioambiental

O que essas relações têm em comum? São inevitáveis ou caras demais para serem substituídas. Conscientemente ou não, há nelas um alto grau de interdependência. Se elas deixam de funcionar saudavelmente, seus participantes sofrem (no corpo e/ou no bolso).