O que é resolução de conflitos?

Conflitos são processos complexos, multifatoriais, em cujo percurso os envolvidos geralmente envidam muitos esforços para solucionar os problemas que reconhecem. Não obstante, e a despeito de sua capacidade e compromisso, novos problemas continuam surgindo e se avolumando em progressão geométrica.

Como não conseguem equilibrar o custo e o benefício de seus esforços para resolver problemas, parece-lhes óbvio que a fonte principal de todo o mal está do lado de fora da equação: o outro envolvido.

Este, por seu turno, provavelmente enxerga a situação de forma igual e contrária. Ou seja: ambos ficam cada vez mais distantes e menos confiantes numa solução dialogada.

É neste cenário que surge a necessidade de envolver um terceiro, especialmente capacitado para intervir de forma positiva. (Leia mais sobre por que a mediação funciona.)

Neste ponto, as partes muitas vezes já procuraram seus advogados e, não raro, o Judiciário ou a Arbitragem (nos casos de relação contratual com tal previsão). Vale notar que o Judiciário tende a ser o caminho mais utilizado, pelo simples fato de ser o único que uma das partes pode iniciar sozinha.

Em toda relação com algum grau de interdependência, não basta ganhar ou perder nos aspectos jurídicos. O Direito é sempre fundamental (como parâmetro negocial), mas não suficiente para resolver os problemas da vida, sejam eles de natureza emocional (repercussão em relações interpessoais com convivência necessária) ou operacional (impacto em qualquer assunto econômico/financeiro).

Na mediação de conflitos e suas derivações (facilitação de diálogos, desenho de sistemas, desenvolvimento de habilidades mediadoras em diversos níveis de uma empresa, e outros), trabalhamos com etapas proporcionais à complexidade de cada caso.

A sequência de etapas é, normalmente: (i) diagnóstico dos fatores essenciais ao caso; (ii) construção de confiança no mediador e no processo (a eventual reconstrução de confiança na outra parte é um “efeito colateral” possível, mas não garantido); (iii) ajuda às partes para que, junto com seus advogados, avaliem as melhores e piores opções de forma realista e multifatorial; (iv) convergência do que realmente importa para todos os envolvidos; e, só então. (v) busca de soluções.

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